Alessandra Borghetti | Veranópolis, RS

“A moça dos olhos profundos
Tem a alma límpida feito cristal
No tom dourado dos cabelos
Imagino o sorriso
Ele demora, mas vem

No rosto de sardas marcadas
Um mapa do tempo e de suas vitórias
Foram dias sombrios e pesados
Mas efêmeros
Do passado, ficou a doçura

Sua beleza irradia pela sala
Mas algo me diz que ela não visita tanto espelhos
Suponho que tenha esquecido
Como é bela

Na luz perfeita de seu castelo alvo
Olha pela janela
Será que um dia me deixa entrar?

Quisera eu poder tirar do caminho dessa moça
Os trilhos imperfeitos de seu sonho inacabado
Os caminhos tortuosos dos imprevistos fortuitos
E as especulações alheias
Sobre o que lhe é sagrado
Para que enfim sua vida fosse
Como esses contos de fadas antigos
Que nós duas gostamos de contar.”